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COMENTÁRIOS:

"A pintura de Rui Paiva, na sua aparente desordem, abre-nos uma série de caminhos para a descoberta da complexidade da cor e da forma, daí, para a complexidade do espaço e de toda a tensão miasmática que contém, e, finalmente, para a complexidade do homem que é ainda um ser inacabado.

Lembro que a arte pode exprimir-se pelo menos de duas maneiras: para conter a realidade ou para a soltar. Vivemos, normalmente, num universo contido e não é por acaso que a entrada na humanidade se faz pelo regular cumprimento das regras da tribo e, quem não as cumpre, fica de fora. As histórias dos meninos selvagens dão-nos o triste exemplo de um ser que não é nada - nem homem, nem bicho - porque lhe faltou essa rotina elementar de ter um cumprimento regrado, como manda a lei. Felizmente, há depois a rebeldia de alguns que vão experimentando e com isso se vão libertando e ajudando a libertar os outros dessa imposição implacável.

Uma das rebeldias mais frutuosas tem sido feita pela arte e, talvez especialmente, a pintura. Ela pode exprimir esse estímulo que nos liberta e que, de certo modo, vai redimindo a condição humana.

Rui Paiva constitui um caso exemplar porque é daqueles que, com a sua pintura, conseguiram organizar «uma vida ao lado". Dentro do sistema, ele tem uma vida certa, ordenada, cumpridora das regras da tribo. Na pintura põe de parte "esta" vida e deixa à solta a sua mão que vai traçando um outro mundo de formas e de cores. Os seus desenhos, mais do que coisas que existem são coisas que poderiam existir.

Se virmos bem, é nessa "vida ao lado" que pode estar a essência do existir e que a seguir às formas e às cores que oferecem menos resistência ao que existe, talvez a gente tenha que inventar outras regras e outros comportamentos que façam com que a liberdade atinja os limites do possível. A arte poderia ensinar-nos como poderia ser o futuro. É essa uma das suas lições a que chamaria nobre e que, sobretudo na poesia, procura dizer o que é ainda indisível.

É neste sentido que a pintura de Rui Paiva pode ser interpretada como um convite a uma invenção do futuro: a consciência que a ordem das coisas e dos comportamentos são ainda " provisórios" e que todo o esforço humano deve ser voltado para essa procura de um outro mundo que, à semelhança da tal "outra vida", possa trazer-nos mais liberdade. É preciso não esquecer que, segundo dizem os sábios, o homem vive ainda com vinte por cento das suas possibilidades."

António Alçada Baptista , Escritor, 1998

(...) "Paiva is an emotional painter. His Door to the Middle Kindom offers a grey ground on which floats high up a red square with gestual marks that remind the viewer of the Chinese character for "country". His most, Galleon of Dreams, is almost black and white alone, a pleasure to the eyes after all that billowing colour. The Black and shades of grey collage, reminiscent of the galleons of old, sails white canvas with just a toucj of two colour." (...)

Nigel Cameron, Crítico de Arte, Hong Kong, 1993

(...) "Las formas e colores, sino tranquilos , por lo menos equilibrados de sus abstracciones paisajísticasanteriores, son substituídos aqui por una inquietud que parece forzarel espíritu del artista a electrizar la superfície de la pintura. En esta nueva vision suya, es todavia posible entrever las influencias de Bonnard, Chagall, Klee , Turner, Kadisnsky, todos los artistas favoritos del pintor pero con un sentido más dinámico, inquieto e inquietante." (...)

César Guillen Nunez, Historiador e Crítico de Arte, 1992

 

info@ruipaiva.com